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Mãos que alinhavam, que costuram, que marcam peças. Mãos que delicadamente dão vida as peças de roupas incríveis, que transbordam cuidado, que trabalham por amor. Mãos de costureiras que tiram do papel as ideias mais inusitadas e as transforma em realidade, que criam moda e nos influenciam. Mãos que nos vestem!

No dia 25 de maio é celebrado o dia costureira, do bordado, do trico, da criação. Profissão que tanto amamos e invejamos por não possuir este dom único. Profissão considerada para mulheres, e que há mais de 30 mil anos tinha início com as agulhas feitas de ossos e marfim. Hoje a tecnologia ajuda, mas não consegue superar os detalhes perfeitos desenvolvidos por quem entende do assunto.

A costura cresceu e modificou-se, grandes nomes surgiram e marcaram a história da indústria e do mundo. No Brasil nossos exemplos de destaque eram as modistas francesas como Clémence Saisset e Mademoiselle Joséphine, que trabalhavam para as grandes famílias imperiais, desenvolvendo os lindos vestidos, hoje relembrados pelas pinturas originais da época. Os ateliês dessas grandes costureiras estava localizado na Rua do Ouvidor, ao lado de Madame Hortense Lacarrière e Madame Catharine Dazon, que também ocupavam o posto de grandes nomes da alta costura.

Na época a moda no Brasil era baseado no que estava em alta na capital francesa, Paris. Para arrecadar mais clientelas as costureiras mudavam seus nomes para algo mais sofisticado e que chamasse a atenção, caso de Madame Boriska, Madame Rosita e Madame Georgina. A oportunidade de fazer seu nome ser destacado na praça era baseada no que estava sendo investido nos grandes moldes que Paris estabelecia, para isso adaptavam detalhes e tecidos para o nosso clima e para cada estilo de mulher que visitavam seus atelieres.

A história da alta costura está relacionada com os franceses, principalmente por Charles Frederic Worth, que em 1858, criou o primeiro atelier de alta costura, que se tornou muito procurada pelas mulheres da alta sociedade. Foi quando os vestidos exclusivos começaram a ser criados, e a ideia copiada por todo o mundo, incluindo o Brasil. Mas com o desenvolvimento mundial esses lugares começaram a produzir cada vez mais peças a empregar regras que deveriam ser seguidas por todos, como por exemplo, a criação de duas coleções de roupas por ano (inverno/verão), que possuíssem aproximadamente 35 peças cada uma e que variassem entre dia e noite.

A costura era vista como uma profissão apenas para mulheres, quando os homens recebiam o nome de alfaiates. a prática foi desde sempre uma renda extra para as mulheres que possuíam outros empregos mas precisavam de uma renda a mais, já que recebiam um salário inferior aos dos homens, mesmo exercendo a mesma função.

A invenção da máquina de costura, por volta do século XIX, trouxe a praticidade para essas mulheres. Agora os trabalhos podiam ser realizados com mais rapidez, aumentando o número de peças que estavam sendo produzidas e consequentemente o salário ao final do mês. Hoje os modelos de máquina são inúmeros e podem ser facilmente encontrados no mercado.